Tuesday, November 18, 2008
Thursday, November 06, 2008
(clique na imagem para ampliar)Guardo com bastante nojo as memórias do meu tempo de estudante de Direito. Nada contra o ofício ou a academia, por favor, é que simplesmente aquele não era meu lugar. Já que tomava a faculdade como algo tão interessante quanto um campeonato de bocha, eu obviamente não me envolvia. Faltava a maioria das aulas e quando ia era para tomar cerveja e bater papo com o pessoal da Administração, Contabilidade e flertar com as meninas da Pedagogia. Minhas notas eram de uma mediocridade tão embaraçosa que sinto-me péssimo só de lembrar. No entanto, meu desinteresse excluia uma cadeira.
As primeiras provas consegui um relativo sucesso graças aos truques que todo estudante vagabundo e desinteressado cria num ato de desespero. Funcionou muito bem. Menos para a matéria de Ciências Políticas. Olhei descrente a prova, composta por cinco questões dissertativas onde deveria escolher três para responder. Todas elas pediam-me opinião sobre pessoas que ouvi falar tangencialmente e, se repondesse, seria certo eu derrubar ali alguma abobrinha grossa, algo como "Bacon, além de não ser kosher, é maquiavélico para o coração". Ao invés de responder com esse nível de brilhantismo, resolvi preservar meu orgulho escrevendo nada além do meu nome completo, o dia e o nome da professora. Um zero, mas um zero digno.
A professora, que era uma das poucas que parecia realmente levar a sério suas aulas e que me passou uma imagem de ser tão flexível quanto um bloco de quinze toneladas de chumbo, chamou-me depois da aula que entregou as notas (onde recebi o meu zero) e perguntou o motivo de eu não escrever absolutamente nada, nem abobrinhas, em minha prova. Calhorda que era - e, confesso, bastante surpreso com a atitude solícita da professora - fiz um drama completo e respondi que sua matéria me confundia e que a dificuldade com meu curso se resumia a essa cadeira. Mentira deslavada e ambos sabíamos disso. Ainda assim, com uma atenção quase materna que distoava totalmente da forma que dava aulas, ofereceu-me uma chance. Eu teria dois dias para ler um trecho de "O Principe" de Maquiavel e discursar, em frente a turma e num tempo de cinco minutos, sobre a crueldade na visão maquiavélica.
Para um turista acadêmico e leitor exclusivo de quadrinhos e frases de porta de banheiro, foi um desafio. Li numa dificuldade absurda e, não sei, numa dada hora a coisa começou a fazer sentido e até tomei um certo gosto pelo que estava lendo. Apresentei e meu zero tornou-se 8,5.
Ana Maria Schiavinato despertou minha curiosidade e voltei a assistir suas aulas. As notas melhoraram mas não se comparavam ao resultado mais prático de suas lições, um pouco de consciência cidadã. Ao longo do semestre, escutei uma série fatos sobre política, coisa que abominava, e como ela deveria nos servir, quais os nossos deveres e quão intrínseca estava em meu cotidiano. Apontando os erros da prática e colocando-nos para raciocinar antes de qualquer resposta a questões que levantava, as aulas tornaram-se para mim, gradualmente, encontros que iam além do aprendizado simplesmente acadêmico . Na verdade, Ana Maria ensinou-me, inclusive, a corretamente identificar o que odiava (e odeio) . Foi dessa mulher que escutei, há dez anos, a frase que repito aos que dizem que odeiam politica; "Suspeito que você não odeia política, suponho que você odeia política partidária". Carrego comigo até hoje a base que essa impressionate cientista política me deu.
Devo me desculpar aos dois leitores desse blog por ter me prolongado novamente. No entanto, compreendam que é muito difícil ser grato de modo sucinto, especialmente a alguém que semeou algo que criou raízes tão fortes. Culpem a gratidão. Se a autora desse post fosse a tristeza que me bate, por saber hoje que Ana Maria Schiavinato faleceu há um mês, eu não conseguiria escrever nada além do meu nome completo, o dia e o nome da professora. Seria um zero horroroso.
Obrigado, Ana Maria.

Friday, October 31, 2008

Aproveitando a ocasião, gostaria de desejar a algumas ex-chefes, às amigas de minhas ex-namoradas, às ex-namoradas, às tias, às mulheres da faculdade de Engenharia Civil da UFRJ, às colegas de trabalho, a minha dentista, blogueiras, à gerente de meu banco e a todas as mulheres que, voluntariamente ou não, fizeram da minha vida algo um pouco mais miserável, um feliz Dia das Bruxas.
Thursday, October 30, 2008
(Clique na imagem para ampliar)Estamos com o cronograma em dia. O plano de transformação a longo prazo do Rio numa cidade (mais) miserável passeia de vento em popa; Eduardo Paes, mais um político carioca com o execrável perfil dos tipinhos que atuam nessa cidade por quase duas décadas, administrará, a partir do ano que vem, a Cidade Maravilhosa por quatro anos.
Aliás, qualquer pessoa que ainda chamar o Rio hoje de Cidade Maravilhosa ou é porque está colocando uma paixão desmedida e mimada bem acima da razão ou porque perdeu a visão, a audição e o olfato em 1983. Essa cidade, só não vê quem não sai daqui (e cariocas não costumam viajar, salvo para a região dos lagos), é um dos piores lugares para se viver hoje no Brasil.Não é exagero.
Veja, caro leitor, vamos nos despir daquela imagem que temos da capital fluminense e trasportar realmente o que ela é hoje para uma cidade fictícia; Lago de Fevereiro.
Lago de Fevereiro tem uma posição geográfica privilegiada; Praias, morros, aterros modernistas, florestas, lagoas (que dá o nome a cidade)... Tudo isso é só no cartão postal ao passo que as praias estão totalmente poluídas, os morros estão tomados por habitações irregulares, suas lagoas viraram urinol de condomínios construídos aos borbotões sem estudo de impacto urbanístico nem cuidado do poder público com seu esgoto (e, como é o mercado imobiliário quem manda e a prefeitura já está comprada, quem se importa com estética? Constroe-se o que couber mais unidade no terreno), as florestas são inacessíveis e o que se acessa já está tomado por farofeiros que levam frango e cachaça ou por religiões que - coincidência? - usam farofa, frango e cachaça em seus cultos. E os aterros são o sonho de qualquer mendigo. Lugar âmplo para se dormir ao relento, mijar tudo em sua volta e trocar aquele par de cigarro esperto por uma "chupeta" em plena luz do dia. Bem, já que os Basiobas (nativos de Lago de Fevereiro), preferem ir ao Shopping do que ir aos aterros, constitue mais ainda o abandono.
Bem, Parece que Lago de Fevereiro não está tão bonita assim. Mas, espere! O dia-a-dia tem que fazer valer a fama de Cidade Esplendorosa!
Os Basiobas não gostam de trabalhar e querem que você fique ciente disso o tempo todo, fazendo seu serviço - qualquer um - reclamando. Isso pode ser bem desanimador. É um milagre a economia basioba existir. O transporte coletivo também não é muito bom, ao passo que quem manda não é o poder público e sim empresários. Concessão pública é uma formalidade para federalistas verem. E, dentro desse universo dos ônibus, o motorista é quem manda em seu coletivo, escolhendo se pára ou não para passageiros, afinal, ele não queria estar ali trabalhando também. Além de seu império interior, a rua também pertence a ele, junto aos motoristas de vans e aos taxistas que, com suas artimanhas bem malandras típicas do basioba, deixam a já triste malha viária da cidade um inferno, parando no meio da via, promovendo buzinaços e fechadas que matariam Hamilton de inveja. Mas é difícil pedir para taxistas e vans maneirarem pois, não raramente, tem uma costa quente de alguém de seu sindicato, que está a serviço do tráfico de drogas e das milícias e essas retribuem favores elevando politicamente sindicalistas para que possam ser testas de ferro no legislativo local.
Espere! Eu não escrevi que Lago de Fevereiro tem problemas com drogas?
Pois é. Tem. Lago de Fevereiro é um dos maiores nichos de tráfico de drogas no seu país. Especialmente cocaína. E curiosamente seu país não planta e vagamente refina cocaína. Curioso. Mas, enfim, o tráfico de drogas atrapalha bastante a cidade, posto que a guerra pelo tráfico fez com que traficantes e policiais (vejam, escrevi "traficantes e policiais" e não "traficantes e Estado") entrassem em um conflito particular tão profundo que hoje os policais estão tomando conta dos negócios que outrora pertenciam a traficantes. E esse conflito dá problema para os basiobas! Balas perdidas, investidas assassinas de policais, crimes sangrentos pelos bandidos, fechamento de ruas, delegação de leis próprias em dados locais da cidade, insegurança, mudança de conduta dos policiais para com o cidadão, desfoque e esquecimento dos usuais problemas policais como furto, roubo, agressão, etc... O basioba, que não pode contar com o Estado, só resta fumar um ou cheirar algumas carreiras espertas para levar a coisa toda na esportiva. Mas, o basioba é malandro e o basioba é esperto! Ao invés de tentar mudar isso pelos meios legais ou voto - que é coisa de otário - eles pagam uma merecida cervejinha pro "Seu Poliça" para as coisas ficarem numa boa. Esquentar a cabeça para quê?
O múltiplo leque de entretenimento de Lago de Fereveiro é o seguinte ; Praia poluída, restaurantes que cobram pela decoração e não pela horrorosa comida, cinemas repletos de basiobas qeu não sabem assistir filmes quietos, festivais de cinema tranformados em virtine de poses e jogos de futebol dos times mais incompetentes dos campeonatos nacionais. Shows? Uma variedade sem igual; Samba-Rock, Samba-Rap, Samba Hip-Hop, Samba Canção, Samba de Gafieira, Samba de Roda, Samba Universitário, Samba. Tem também funk e bossa nova, com uma pitada de samba. O teatro de humor é sempre ligado aos mais falidos bordões da comédia de sua principal emissora televisiva e inteligência - ou qualquer sinal dela - não há. O cinema fala bastante de algumas áreas de Lago de Fevereiro, as regiões mais pobres, claro, mas sempre acabam poetizando alguns problemas sociais e terminam celebrando uma desgraça como algo "lúdico" (um doce para quem der vários chutes na pessoa que colocou essa palavra na moda). E nem adianta criar ou demonstrar seus próprios gostos, os basiobas repelem aquilo que você de fora gosta, afinal, tomam como verdade suprema que são o centro cultural do país em que vivem e tudo que produzem, assistem e consomem é o correto.
Mas, essa é a cultura basioba, talvez imutável, portanto, repeitemos. Mas o que é estranho em Lago de Fevereiro é a cidade. As ruas são maltradas porque os basiobas, com razão, já não acreditam em algo coletivo. A raiva e frustração por inúmeras situações terríveis da cidade faz do outrora caloroso basioba um bronco indiscritivelmente egoísta. A cidade que echia o peito do avô do basioba de orgulho está em ruínas. Abandonada e maltratada. O desgosto e amor que o basioba tem pela cidade deve se assemelhrar a que filhos de prostitutas tem com suas mães. E segue assim, sem esperança, sem um mínimo sinal de que a coisa mudará. Pelo contrário, cada dia fica pior e pior.
Não dá pra chamar Lago de Fevereiro de Cidade Esplendorosa.
Saturday, October 11, 2008

Jornalistas são preguiçosos até na hora de analizar corretamente a arma que usarão para endossar suas manipulações. Kaniz, ao ser perguntado capciosamente "o que era real e fictício" nessa crise, ele respondeu. Mesmo. Respondeu tanto que o entrevistador tentou minar o que acabou se tornando um "desmedido otimismo". "Não falo sobre otimismo, e sim fatos. Aliás, a imprensa brasileira é que está errando. Vocês têm grande responsabilidade no pânico que foi firmado desnecessariamente aqui no Brasil."
Juro a vocês que ri sozinho.
Mas, claro que falamos de jornalistas e tinham que descreditar o sujeito e dar conotação política a coisa toda. A ultima pergunta, depois de várias intenções de corte das respostas de Stephen Kanitz - com direito a algumas tentivas bem grosseiras - veio faltando bem poucos segundos para o término do programa; "O senhor então concorda com o Lula quando ele diz que o Natal será bom e que podem gastar à vontade?"
Um simples "sim" ou "não" aí seria fatal. Então começa uma explicação de alguém que, por pensar, não acha a resposta simples. Então, o aviso de que o tempo estava se esgotando; "Um segundo, amigo, você me perguntou e agora vou responder. É a minha reputação que está em jogo e não a sua!". E respondeu de modo satisfatório.
Juro a vocês que ri sozinho novamente. A reação de um jornalista quando se é contrariado é incrível. Ao vivo então, é uma beleza. Acho que por isso ninguém os fiscaliza; Seria hilário demais contrariá-los.
Hoje, assistindo a essa entrevista, que duvido que muitos tenham visto, tive a alma lavada. Uma informação clara de quem não está com um galão de gasolina pronto para despejar numa fogueira ou com um caminhão de bombeiro para apagar o fogo a qualquer custo. A coisa foi - como posso escrever isso?- real. Foi como achar uma garrafa de San Pellegrino no meio de uma piscina olimpica de merda.
Bem, desculpem essa última linha. Serei mais ponderado em minhas considerações. Sem pânico, nem com grandes louvores ao supremo. Ele pode estar bem errado, e foi só uma idéia, um boa visão e, como há muito não aparecia, uma bem plausível. E idéias podem mudar, ao contrário de convicções. E, cá entre nós, chega de convicções.
Sunday, October 05, 2008
"Fazer cartuns é uma espécie de missão de paz intolerante. Ao contrário de declarar guerra é, insistentemente, declarar o óbvio. E não há nada de engraçado nisso tudo. O riso, se houver, é conseqüência." (Beto)O Beto, cartunista tomado por mim como fodão (e não existe outra palavra na língua pátria que o traduziria melhor), foi mais um dos cartunistas que cultivo admiração e enorme respeito que fechou seu blog.
Espero que não tenha desistido do cartun, pois, caso for, provaria-me em definitivo que a burrice e falta de educação, que é uma espécie de epidemia nacional, não está matando somente quem a porta e gerações futuras, mas também talentos ímpares como Beto. Pra lá de triste. Emputecedor por completo.
Thursday, October 02, 2008

(clique na imagem para ampliar)
Em tempos de pleito, o jogo do poder fica mais divertido se for em tabuleiro.
Idéia impressa na Revista Vírus Planetário. Essa belezinha é resultado da mente maravilhosamente doentia de Bruno Ruivo.
E não comentarei uma linha sobre o hiato das postangens. Ar arrogante pinta uma falsa imagem de competência blasé ao artista. Às favas, chinelagem.
Monday, May 19, 2008

Depois de um fantástico lançamento nos pilotis da PUC-Rio, está andando por aí a Revista Virus Planetário. Trata-se de um periódico mensal feito e idealizado por alguns estudantes daquela universidade, onde o enfoque político, cultural, social e profissional é tratado com um pouco mais de honestidade e humor. Mesmo tendo estudantes de jornalismo na jogada, a coisa acabou ficando boa mesmo (ho ho ho). Além dos artigos que deixarão suas idas ao banheiro infinitamente mais divertidas, a revista também conta com a colaboração desse portentoso cartunista que vos escreve.
O release fala por si;
"Este projeto foi idealizado por alunos de diversos cursos da PUC-Rio, que, movidos pela infindável pulsão de querer modificar a realidade para melhor, pretendem fazer nessa revista, uma manifestação de suas opiniões acerca do Brasil e do mundo. A publicação tratará de temas que estão em voga na grande mídia, além de política e cultura. Tudo sempre de uma forma irreverente; uma parte da revista será composta de elementos humorísticos: charges, quadrinhos, notícias fictícias. A outra fará uma abordagem mais séria dos temas com reportagens e artigos jornalísticos.
A revista terá periodicidade mensal. Sendo disponibilizada gratuitamente. Em maior quantidade na PUC-Rio e em menor escala em outras faculdades e espaços culturais como cinemas, teatros e casas de show."
Vez por outra atualizam a página da revista e, como todas as outras coisas entre o céu e a terra, também tem uma comunidade na porcaria do Orkut.
No mais, a dica é essa, caríssimos.
Tuesday, April 22, 2008
Wednesday, March 12, 2008
Friday, March 07, 2008
Thursday, March 06, 2008
Tuesday, March 04, 2008
Sunday, March 02, 2008
São poucas as coisas que vejo na internet que me causam impressão ou comoção. Depois de ver várias bizarrices perturbadoras, tais como uma mulher casada com um galo, um cara que desenha com o buraco do olho e uma tailandesa que transa com extintores de incêndio, enviadas pelos meus amigos intelectuais, criei uma crosta protetora de estranhezas que orbita meu Outlook Express, torando-me quase um misoneísta das asneiras e até das boas coisas.
Contudo, esse filho de uma devassa (e só chamando assim mesmo) desse espanhol, quebrou a intransponível barreira da apatia.
Essas imagens fazem parte do trabalho de Juan Francisco Casas , e que é voltado, exclusivamente, para o desenho de observação. Como se não bastasse o ótimo olho do rapaz, o que também chama a atenção é a ferramenta utilizada para seus desenhos; Caneta Bic.
Estranhamente, a ferramenta utilizada acaba sendo pequeno detalhe bizarro de um ótimo porfoglio. Portfoglio que, não duvidem, é belíssimo e provido de imagens e detalhes que dificilmente algum outro desenhista se preocuparia em retratar. Confiram o site do gajo e digam se um cara que desenha assim não merece um tapa na nuca? Claro que merece.
Friday, February 29, 2008
Thursday, February 28, 2008
Tuesday, February 26, 2008
Friday, February 15, 2008

Correndo o risco de não parecer romântico, a maioria dos assassinatos não são cometidos por motivos passionais? Sempre sugeri cautela nesse dia.
Cuidem-se, pombinhos.
Tuesday, February 05, 2008

Que bom que o carnaval está por aí. A febre amarela foi erradicada, fortificou-se a ética no meu país e PMs e traficantes andam de mãos dadas. Que beleza.
Wednesday, January 16, 2008
Sunday, January 13, 2008
(clique na imagem para ampliar)Que dívida.
Wednesday, January 09, 2008
Friday, January 04, 2008
Thursday, January 03, 2008
Saturday, December 29, 2007
Thursday, December 27, 2007

De uns tempos para cá apareceram sugestões bem interessantes de filmes. Em especial documentários. Recentemente assisti "loudQUIETloud", película que narra os bastidores da turnê de reencontro dos Pixies, em 2004. Muito recomendado para pessoas que duvidam que tolerância com o próximo pode ocorrer por razões financeiras. Também existem flagrantes de inspiração artística e momentos de puro glamour. Como esse, onde Frank Black prova que, antes de artista renomado, é um gordo leguminoso de preguiças mil como qualquer outro. Gente como a gente.
Estava para comentar "loudQUIETloud" havia um tempo, mas seria cretinice colocar-me no lugar de sábios (risos) jornalistas culturais.

Ando sem tempo até para me justificar.
Saco...
Thursday, October 25, 2007

Depois de uma semana morando comigo mesmo, algumas conclusões e atitudes tornaram-se inevitáveis.
Wednesday, October 03, 2007

Monday, September 24, 2007
Sunday, September 23, 2007
Sunday, September 16, 2007
Sunday, August 26, 2007
15 Dias depois da última reportagem...
A reportagem sobre a operação Dezdomês findou por um motivo que é duro de acreditar; Consegui o tal trabalho. Pode-se, então, concluir que os esforços tiveram um arrebatador sucesso.
Não sei se foi o nome que cooperou. Também não sei se foram os subornos, os gritos de ameaça, a venda de meu corpo ou aquela toalha preta eficiente, mas, tenho que dar o braço a torcer, a coisa funcionou em grande parte devido à minha inabalável disposição de agir.
Ao longo desses dias tortuosos, aprendi inúmeras lições para a vida inteira. Hoje, graças aos meus esforços, sei quem bajular, quem dar tapas nas costas e admirar com oculta intenção particular. Passar a perna nos outros não é algo que se deve fazer. Deve-se puxar o tapete. E, de preferência, os persas. Queda de gente grande é infinitamente maior. O importante foi ter ação, não escolhi o tapete de ninguém. Seimplesmente puxei. Sem a espectativa dos resultados, somente fazendo minha parte, entregando o resultado ao Deus da Comida Chinesa*, sem ter o controle de onde chegaria com aquilo. Tive sucesso. Abençoados sejam esses dias.
Espero que essas lições fiquem para os que ainda acreditam que o seu sonho é algo inatingível. Sim, você pode alcançar aquilo que deseja. Bata na porta de alguma produtora se seu sonho é a indústria pornográfica - e vá ereto, conta pontos. Funde sua própria igreja. Abra seu Bingo. Não se intimide com as dificuldades que as pessoas impõem a você - especialmente em relação à prostituição - acredite no seu potencial e dê o máximo de si. Não subestime sua verdadeira vontade de ganhar dinheiro dormindo. Durma com fé e aguarde que os resultados aparecerão.
É com essa palavra de esperança que encerro a Operação Dezdomês e também agradecendo a cada gesto de apoio dos três leitores de Figueiredista, em especial, à você, F., que se dispôs a pagar todos aqueles honorários e as fianças. Devo-lhe muito.
O mundo lhe sorri quando vai atrás daquilo que realmente quer. Amém.
*Pastora Patelli.
Saturday, August 11, 2007
Operação Dezdomês – 9/08/07 – Dia 5.
Hoje fui vencido pelas maneiras tradicionais e resolvi me apresentar a lugares onde estivessem precisando de trabalhadores. Idéia que deveria ter posto em prática desde o primeiro dia. Mas, teoria nunca foi meu forte. Para aprender a andar tive que cair. Para odiar Paulo Coelho tive que lê-lo. Para entender que minha ex-namorada era uma puta, tive que flagrá-la com meu irmão – e meu irmão avisou tanto que ela não prestava. Teimosias, enfim.
A Catho não foi uma perda de tempo completa. Uma vaga para Designer foi oferecida por uma “grande empresa” no Rio. Engraçado como todas as empresas são grandes nesses anúncios. Parece que a própria mãe do fundador da companhia é quem dá os atributos. Idiota. De grande, a tal empresa nada tinha, salvo,claro, a fila de pretendentes.
A última vez que vi tanto designer numa fila foi na entrada do Tim Festival. Eles não pareciam tão descolados como no festival, se “humilhando” naquela fila por um emprego. Além de um silencioso orgulho ferido, a tensão também impereava no lugar. Vi um sujeito que estava com seus óculos de armação grossa embaçados de tando suar. Quanto a mim, bem, eu era o sujeito mais calmo ali. Olhar em volta de toda recepção e imaginar “Já fui expluso de lugares melhores” me deu uma confiança extraordinária. Estava brilhando. Ainda mais, depois de perceber que não haviam seguranças no lugar. Claro que me comportei, o zelador era um baixinho troncudo e sei que nessas empresas de pequeno porte os funcionários acabam acumulando funções. Não paguei para ver.
Bem, como os designers não estavam muito a fim de papo, foi uma espera muito chata. Até tentei descontrair, puxando um assunto sobre ética na estética. Na mais mórbida das intenções, claro. Queria saber qual seria a opinião de um sujeito desesperado que na faculdade falava mal da programação visual da Assolan, que agora até lamberia os pés do animador da personagem Palha de Aço por algum trocado. Demais ver as pessoas olharem seu real lugar e engolirem seco suas opiniões de “louges” para não se contradizerem. Muito, mas muito divertido. Recomendo aos leitores.
Onze copos de água e uma hora e meia depois, finalmente foi a minha vez de fazer a entrevista. O entrevistador, com meu currículo na mão, disse-me educadamente que minha experiência com arquitetura não seria levada em conta, assim como minha ligação com a família Rockefeller. Tudo bem. Na primeira eu não era brilhante e a segunda era uma mentira descarada, minha confiança continuava inabalada. Acho que falar isso ao entrevistador também foi um bom movimento. Demos boas risadas. De cores diferentes, claro, mas foram risadas.
Meu tempo de entrevista tinha acabado, e a maldita quebra de gelo tirou o péssimo entrevistador de seu foco principal, que era eu. Saí da entrevista dando endereços de thermas bacanas e cassinos ilegais. O tédio da espera acabou alimentando minha necessidade de falar abobrinhas com alguém. Discutimos se o Mondeo era melhor que o Ômega – assunto de quase 40 minutos! - se a segurança do PAN iria durar no Rio e chegamos à conclusão de que era um desperdício a recepcionista ser noiva. Saindo da reunião, entreguei meu maço de Marlboro para ele dizendo que era uma idiotice ele querer parar de fumar. Bem, consegui um camarada pra bater papo.
Finalizei o serviço de free-lancer que me pediram semana passada. Não sabia se o retinha e cobrava mais grana, num claro sinal de terrorismo trabalhista, ou se me livrava dele de uma vez, permitindo-me ir à busca mais vezes. Deixei para pensar nisso quando estivesse nas ruas procurando meu emprego fixo.
A regra de entrar pela força na empresa parece não estar dando muitos resultados. Curioso como a primeira lição qeu aprendi na vida, ainda como esperma, não está valendo para uso corporativo. A cada prédio que entro, vejo mais resistência por parte das atendentes. Não sei se a resistência está aumentando porque elas se comunicam, mas suspeito que seja porque não poupo mais palavrões para expor minhas intenções na companhia. Também tenho que me policiar quanto aos perdigotos de raiva e gesticulações obscenas. Ah, “Tá com um ‘x’ nas costas, vaquinha! Fica esperta!!” não é coisa que se diga na hora de ir embora. Aprendendo com a prática.
Confesso que minhas lições não foram somente fruto de auto vigilância, devo agradecer também aos seguranças particulares que, aqui, nesse diário, apresentam-se como novos personagens. Impresisonante que com o toque de um botão, vários sujeitos vestidos elegantemente aparecem do nada usando táticas pouco cavalheiras para me tirar do prédio. Quando finalmente consegui sair dos arbustos dos limites do edifício, compreendi que seria bom ser mais educado não somente na hora de implorar aos seguranças para não me baterem, mas também com as recepcionistas. São humanas, assim como eu.
Quando voltei para as ruas com a roupa limpa – aparecer com blusa ensanguentada em empresas não reflete dinamismo – tentei de todos os modos conter-me e surpeendentemente deu resultados. Monido do espírito polido graças a alguns cascudos, até me dispuz a ser educado com transeuntes. De minha casa até um estúdio de design, o alvo de emprego, dei quatro “Boa tarde”, alguns “Opa! Perdão.” e incontáveis “obrigados”. No meio disso tudo, ajudei uma senhora a pegar sua bengala que havia caído no chão. Espero que isso envernize minha imagem no juízo final.
Não tive, novamente, retorno. Mas me senti bem em sair do estúdio com minhas próprias pernas, ser gentil com o próximo e nem flertar com a atendente que, francamente, era muito gostosa.
Tuesday, August 07, 2007
Consegui o telefone de uma atendente numa entrevista de emprego. Chamei-a para um happy hour e de sexta a hoje não saímos do quarto. Hoje à tarde chegamos à conclusão que só viver de amor não enche a barriga. O fato de estarmos famintos desde sexta contribuiu muito. Perdi tempo precioso e retomarei a busca amanhã.
Friday, August 03, 2007

Ainda pasmo como um novo ângulo de sombras que o Sol fazia pela manhã, segui caminho em direção às duas empresas que possivelmente me aceitariam como funcionário. Não me importei se eles estavam ou não precisando de pessoas. Não vi nenhum anúncio sobre sua necessidade de admissão. Pensei positivo, dei uma bela respirada e coloquei-me recepção adentro da primeira empresa. É assim que se faz, crianças. Sagacidade é o pilar do empreendedorismo.
Sagacidade pode ser pilar de um monte de coisa, mas realmente não era garantia de que eles teriam vaga. Como já desconfiava, a mulher maquiada como um palhaço, e que provavelmente passou por um teste do sofá para estar naquela recepção, disse-me que "o quadro de profissionais" estava completo. Não desanimei. Tentei convencê-la a me por em contato com um representante do RH. Alguém importante, enfim. Qualquer pessoa que, como ela, tenha dado para ser admitida, mas que tenha proporcionado um sexo melhor ao contratante e conseguido voz ativa na companhia. Recebi outra negativa.
Mulheres que se maquiam como palhaço são jogo duríssimo e irredutíveis. Quase me convenci de que ela, de fato, não deu para ninguém para ser admitida. Estava ali porque persuadiu seu contratante a bofetadas. Garota forte. Mesmo assim, não me intimidei e pedi para que guardasse meu currículo para qualquer caso de desfalque na empresa. Demissão, aposentadoria, ou algum “acidente” com os freios do carro de alguém (Não tive acesso à garagem do prédio, então o fator “acidente” deverá ser acidental mesmo). Armou um sorriso amarelo e guardou meu currículo na mesa dela. Junto aos panfletos promocionais da Casa&Video e do Ponto Frio. Mas me vinguei. Num movimento de protesto, ao invés de pegar uma bala de cortesia como todos estavam fazendo, eu peguei 6! Quero ver essa empresa receber seus clientes com 6 balinhas a menos. Vitória!
Depois de alguns anos trabalhando por conta própria, é inevitável que eu ainda exale o ranço de Free-Lancer. Parece que está escrito “Profissional Liberal” na minha testa. E em neon piscante. Prova disso é que na segunda empesa que visitei, consegui falar com alguém do RH. Claro, depois de passar pela recepcionista jogo duro. (Se algum técnico de Rugby lê meu blog, recomendo recepcionistas como zagueiras do seu time. Independente de seu peso, elas são intransponíveis) De lá, a mulher me passou para alguém da minha área. Um gajo mais ou menos coma a minha idade ficou surpreso com o currículo – de última hora, acabei adotando “Rodrigo Figueiredo Rockefeller Ghandi III”. Infelizmente eles também não tinham disponibilidade para permanentes. Contudo, disse-me que precisava de um trabalho de free-lancer e perguntou se eu faria. Me traí e aceitei o trabalho. Melhor do que nada. Ganho um dinheiro honesto para gastar tudo em Sete Belo e Marlboro e ainda incluo uma empresa no meu rol de “Prováveis contratantes”. Avante!
Por amanhã ser sábado, não sei se conseguirei procurar trabalho. Talvez em feiras no bairro de hortifrutis. Mas minhas experiências como vendendor foram vergonhosas e não sei manusear legumes sem amassar, comer ou tacar em aniversariantes e políticos. Idéia descartada. Guardarei a noite de hoje para reflexão.
Mas, vejam, não publicarei tão somente histórias dos meus libidinosos casos com altas executivas famosas, do meu problema com jogatina ou relatar os trotes que passo para o Disque Denúncia. Mesmo sendo ligações tão divertidas, percebo que escrever sobre minha jornada de procura de um emprego fixo poderá fazer dessas publicações algo interessante. Talvez, até mesmo inspirar algum internauta desocupado a fazer o mesmo. Que be-le-za!
”O profissional liberal tem a desvantagem de poder ter um domingo como segunda-feira. Mas, em contrapartida, alguma segunda-feira pode ser um domingo.” Não lembro quem me disse essa frase. Talvez a tenha cunhado, esse é o mal de trabalhar com artes, plagio sempre e confundo-me com autorias. Mas, o que importa, é que a frase foca somente um lado dessa vida ingrata e acaba por ocultar um problema que, ao meu ver e no meu caso, é o pior de todos; Você é seu próprio chefe.
Ter eu como meu chefe é sentir-me pressionado a atender uma gama enorme de caprichos impossíveis. E não me refiro a arranjar prostitutas ou organizar festas de arromba, isso seria bem fácil administrar. Mas, meu chefe queria que eu trabalhe 2 horas por dia e ganhasse R$ 15.000,00/Mês. Meta bem difícil num país como o Brasil. E, em especial, se é um cidadão que preza pela honestidade e a inviolabilidade de seu corpo. Infelizmente, qualquer consultor empresarial diria que meu chefe deveria parar de ver o jogo Banco Imobiliário como referência administrativa, e atentar-se ao mundo real. Mas, como acreditava e respeitava meu chefe, acabei entendendo que a meta, além de válida, era factível. Até hoje não funcionou e ambos - o “Eu –chefe” e o “eu-empregado” – estamos furiosos.
Sendo assim, decidi pedir demissão. (Acredito que meu chefe tenha me demitido. Mas, de qualquer maneira, adotarei a primeira opção. Parece-me mais digna.) Achei por bem procurar um emprego de verdade e trabalhar naquilo que pessoas normais chamam de “horário comercial”. Confesso qua na primeira vez que tentei trabalhar em “horário comercial”, fiz uma confusão, trabalhava somente nos comerciais dos meus programas televisivos prediletos. Rá-rá.
Mas, piadas forçadas à parte, foi exatamente isso que decidi. Chega dessa vida instável! Basta de acordar em horas estranhas! Dessa vida desregrada nada levei e de hoje em diante, estarei procurando e relatando aqui minha busca por um emprego! “O trabalho dignifica o homem”. Acredito que o trabalho em horários regulares e salários levemente garantidos (mas dignos) adiciona sentido à frase.
Mas não posso simplesmente me levantar e arrumar um emprego. Preciso que esse movimento tenha sucesso e, inspirado na Polícia Federal brasileira, que anda muito bem sucedida em sua trajetória recente, batizarei minha operação particular com um nome ridículo. Depois de um segundo de “brainstorm”, não pude dar outro nome a não ser “Operação Dezdomês”. Uma menção clara ao dia 10 de cada mês, onde as contas vencem. Adorei o nome por ser sem graça, sem estilo e completamente forçado. Se deu certo essa filosofia para a PF, certamente dará para mim.
Dei início à “Operação Dezdomês” no primeira hora do dia de hoje. Acordei às 7h da manhã e levantei às 14h25 (toda operação merece ser bem revisada antes da execução e em lugar quente e confortável). Com a disposição de quem corre de seus credores, levantei especialmente esperançoso e fiz comigo um “Check list” antes de colocar meu time em campo, aspirando ao único objetivo da “Operação Desdomês”; Um emprego fixo. E foi o “check List”; Cabeça erguida; Ok. Vontade de trabalhar; Ok. Humiladade; Ok. Lista de empresas selecionadas; Ok Suor nas Mãos; Ok. Medo; Ok, Ok, Ok. Parentes influentes; Nulo... Estava para terminar minha “check” quando verifiquei que faltava algo primordial, meu currículo.
Escrever sobre mim pareceu-me tarefa bastante fácil no começo. “Bem humorado, pintoso, gosta de esportes. Um pisciano com dotes físicos e dançarinos invejáveis.”. Mas, fazendo uma pesquisa, descobri que as pessoas falam de sua vida profissional num currículo. Fez sentido. De imediato procurei coletar minhas experiências profissionais e acadêmicas para traduzir em letras meu estimado perfil.
Depois de parar de chorar por ver que minha vida não tinha valido de nada até então, achei por bem lançar mão da mais preciosa ferramenta da língua portuguesa, o eufemismo. Ardil velho e picareta que me rendeu algumas páginas e cargos bem convincentes. Mas, no meu julgamento, ainda não estava pronto.
Ainda confuso, procurei ajuda em sites especializados em empregos, onde dão dicas estúpidas de como escrever sobre sua desastrosa vida acadêmica e profissional. Por exemplo, me sugeriram que eu deveria incluir meu período de participação no movimento estudantil da faculdade. Podem imaginar minha surpresa. Aqueles dias de porre incontroláveis e inação no Centro Acadêmico, foram interpretados como “capacidade de liderança”. Obrigado, Catho. Incluir o nome “Rockefeller Ghandi III” ao meu foi uma pincelada minha, que mais tarde acabei desistindo. O nome ficou na cabeça e guardei-o bem. Até agora acho uma ótima sugestão para um filho vindouro.
Currículo pronto e a hora de bater perna chegara. Façamos o seguinte; Para ilustrar melhor como foi essa busca, voltemos àqueles horrendos filmes dos anos oitenta, que têm aquelas cenas onde o sujeito que fará alguma coisa revolucionária (geralmente ir com alguém “cool” a uma loja e cabelereiro para mudar de estilo “nerd” para “descolado”) passa a ser visto numa seqüência rápida de cortes e uma música bem animada de fundo;
(CENA 1ª; RODRIGO DE ÓCULOS ESCUROS. UM SORRISO COROADO POR UMA BARBA HETEROSSEXUALMENTE BEM APARADA, MOCHILA NAS COSTAS E UMA RESMA DE CURRÍCULOS DEBAIXO DO BRAÇO. SOM DE “WHY DON´T YOU GET A JOB?” DA BANDA “OFF SPRING” NO PRIMEIRO PLANO. CENAS RÁPIDAS, SEM DIÁLOGO E REPLETAS DE GESTOS BEM EXPRESSIVOS MOSTRAM ENTRADAS DE RODRIGO EM RECEPÇÕES DIVERSAS. EM TODAS, RODRIGO ENTREGA O CURRÍCULO E A SECRETÁRIA BALANÇA A CABEÇA, SINALIZANDO UM "NÃO". TODAS AS SEQÜÊNCIAS MOSTRAM O NUANCE ENTRE O PRIMEIRO SORRISO ESPERANÇOSO ATÉ O CAIR DE OMBROS DA ÚLTIMA ENTREGA CURRICULAR. A MÚSICA TERMINA COM RODRIGO SENTADO NA CALÇADA, ENXUGANDO AS LÁGRIMAS COM UM JORNAL DE EMPREGOS, QUE SUJA TODA SUA TRISTE CARA)
Tirando aqui e colocando ali, foi mais ou menos isso que aconteceu hoje. Mas, foi só hoje. Amanhã tem mais e certamente aprendi lições valiosíssimas com essa quinta-feira, como comprar lenços em vez de usar o jornal para enxugar o rosto lacrimejante, por exemplo.
No mais, contando que tenha sempre a torcida das duas pessoas que lêem esse blog, fico por aqui, ainda desempregado mas ciente da sacra importância da Operação Dezdomês.































