
Wednesday, January 16, 2008
Sunday, January 13, 2008
(clique na imagem para ampliar)Que dívida.
Wednesday, January 09, 2008
Friday, January 04, 2008
Thursday, January 03, 2008
Saturday, December 29, 2007
Thursday, December 27, 2007

De uns tempos para cá apareceram sugestões bem interessantes de filmes. Em especial documentários. Recentemente assisti "loudQUIETloud", película que narra os bastidores da turnê de reencontro dos Pixies, em 2004. Muito recomendado para pessoas que duvidam que tolerância com o próximo pode ocorrer por razões financeiras. Também existem flagrantes de inspiração artística e momentos de puro glamour. Como esse, onde Frank Black prova que, antes de artista renomado, é um gordo leguminoso de preguiças mil como qualquer outro. Gente como a gente.
Estava para comentar "loudQUIETloud" havia um tempo, mas seria cretinice colocar-me no lugar de sábios (risos) jornalistas culturais.

Ando sem tempo até para me justificar.
Saco...
Thursday, October 25, 2007

Depois de uma semana morando comigo mesmo, algumas conclusões e atitudes tornaram-se inevitáveis.
Wednesday, October 03, 2007

Monday, September 24, 2007
Sunday, September 23, 2007
Sunday, September 16, 2007
Sunday, August 26, 2007
15 Dias depois da última reportagem...
A reportagem sobre a operação Dezdomês findou por um motivo que é duro de acreditar; Consegui o tal trabalho. Pode-se, então, concluir que os esforços tiveram um arrebatador sucesso.
Não sei se foi o nome que cooperou. Também não sei se foram os subornos, os gritos de ameaça, a venda de meu corpo ou aquela toalha preta eficiente, mas, tenho que dar o braço a torcer, a coisa funcionou em grande parte devido à minha inabalável disposição de agir.
Ao longo desses dias tortuosos, aprendi inúmeras lições para a vida inteira. Hoje, graças aos meus esforços, sei quem bajular, quem dar tapas nas costas e admirar com oculta intenção particular. Passar a perna nos outros não é algo que se deve fazer. Deve-se puxar o tapete. E, de preferência, os persas. Queda de gente grande é infinitamente maior. O importante foi ter ação, não escolhi o tapete de ninguém. Seimplesmente puxei. Sem a espectativa dos resultados, somente fazendo minha parte, entregando o resultado ao Deus da Comida Chinesa*, sem ter o controle de onde chegaria com aquilo. Tive sucesso. Abençoados sejam esses dias.
Espero que essas lições fiquem para os que ainda acreditam que o seu sonho é algo inatingível. Sim, você pode alcançar aquilo que deseja. Bata na porta de alguma produtora se seu sonho é a indústria pornográfica - e vá ereto, conta pontos. Funde sua própria igreja. Abra seu Bingo. Não se intimide com as dificuldades que as pessoas impõem a você - especialmente em relação à prostituição - acredite no seu potencial e dê o máximo de si. Não subestime sua verdadeira vontade de ganhar dinheiro dormindo. Durma com fé e aguarde que os resultados aparecerão.
É com essa palavra de esperança que encerro a Operação Dezdomês e também agradecendo a cada gesto de apoio dos três leitores de Figueiredista, em especial, à você, F., que se dispôs a pagar todos aqueles honorários e as fianças. Devo-lhe muito.
O mundo lhe sorri quando vai atrás daquilo que realmente quer. Amém.
*Pastora Patelli.
Saturday, August 11, 2007
Operação Dezdomês – 9/08/07 – Dia 5.
Hoje fui vencido pelas maneiras tradicionais e resolvi me apresentar a lugares onde estivessem precisando de trabalhadores. Idéia que deveria ter posto em prática desde o primeiro dia. Mas, teoria nunca foi meu forte. Para aprender a andar tive que cair. Para odiar Paulo Coelho tive que lê-lo. Para entender que minha ex-namorada era uma puta, tive que flagrá-la com meu irmão – e meu irmão avisou tanto que ela não prestava. Teimosias, enfim.
A Catho não foi uma perda de tempo completa. Uma vaga para Designer foi oferecida por uma “grande empresa” no Rio. Engraçado como todas as empresas são grandes nesses anúncios. Parece que a própria mãe do fundador da companhia é quem dá os atributos. Idiota. De grande, a tal empresa nada tinha, salvo,claro, a fila de pretendentes.
A última vez que vi tanto designer numa fila foi na entrada do Tim Festival. Eles não pareciam tão descolados como no festival, se “humilhando” naquela fila por um emprego. Além de um silencioso orgulho ferido, a tensão também impereava no lugar. Vi um sujeito que estava com seus óculos de armação grossa embaçados de tando suar. Quanto a mim, bem, eu era o sujeito mais calmo ali. Olhar em volta de toda recepção e imaginar “Já fui expluso de lugares melhores” me deu uma confiança extraordinária. Estava brilhando. Ainda mais, depois de perceber que não haviam seguranças no lugar. Claro que me comportei, o zelador era um baixinho troncudo e sei que nessas empresas de pequeno porte os funcionários acabam acumulando funções. Não paguei para ver.
Bem, como os designers não estavam muito a fim de papo, foi uma espera muito chata. Até tentei descontrair, puxando um assunto sobre ética na estética. Na mais mórbida das intenções, claro. Queria saber qual seria a opinião de um sujeito desesperado que na faculdade falava mal da programação visual da Assolan, que agora até lamberia os pés do animador da personagem Palha de Aço por algum trocado. Demais ver as pessoas olharem seu real lugar e engolirem seco suas opiniões de “louges” para não se contradizerem. Muito, mas muito divertido. Recomendo aos leitores.
Onze copos de água e uma hora e meia depois, finalmente foi a minha vez de fazer a entrevista. O entrevistador, com meu currículo na mão, disse-me educadamente que minha experiência com arquitetura não seria levada em conta, assim como minha ligação com a família Rockefeller. Tudo bem. Na primeira eu não era brilhante e a segunda era uma mentira descarada, minha confiança continuava inabalada. Acho que falar isso ao entrevistador também foi um bom movimento. Demos boas risadas. De cores diferentes, claro, mas foram risadas.
Meu tempo de entrevista tinha acabado, e a maldita quebra de gelo tirou o péssimo entrevistador de seu foco principal, que era eu. Saí da entrevista dando endereços de thermas bacanas e cassinos ilegais. O tédio da espera acabou alimentando minha necessidade de falar abobrinhas com alguém. Discutimos se o Mondeo era melhor que o Ômega – assunto de quase 40 minutos! - se a segurança do PAN iria durar no Rio e chegamos à conclusão de que era um desperdício a recepcionista ser noiva. Saindo da reunião, entreguei meu maço de Marlboro para ele dizendo que era uma idiotice ele querer parar de fumar. Bem, consegui um camarada pra bater papo.
Finalizei o serviço de free-lancer que me pediram semana passada. Não sabia se o retinha e cobrava mais grana, num claro sinal de terrorismo trabalhista, ou se me livrava dele de uma vez, permitindo-me ir à busca mais vezes. Deixei para pensar nisso quando estivesse nas ruas procurando meu emprego fixo.
A regra de entrar pela força na empresa parece não estar dando muitos resultados. Curioso como a primeira lição qeu aprendi na vida, ainda como esperma, não está valendo para uso corporativo. A cada prédio que entro, vejo mais resistência por parte das atendentes. Não sei se a resistência está aumentando porque elas se comunicam, mas suspeito que seja porque não poupo mais palavrões para expor minhas intenções na companhia. Também tenho que me policiar quanto aos perdigotos de raiva e gesticulações obscenas. Ah, “Tá com um ‘x’ nas costas, vaquinha! Fica esperta!!” não é coisa que se diga na hora de ir embora. Aprendendo com a prática.
Confesso que minhas lições não foram somente fruto de auto vigilância, devo agradecer também aos seguranças particulares que, aqui, nesse diário, apresentam-se como novos personagens. Impresisonante que com o toque de um botão, vários sujeitos vestidos elegantemente aparecem do nada usando táticas pouco cavalheiras para me tirar do prédio. Quando finalmente consegui sair dos arbustos dos limites do edifício, compreendi que seria bom ser mais educado não somente na hora de implorar aos seguranças para não me baterem, mas também com as recepcionistas. São humanas, assim como eu.
Quando voltei para as ruas com a roupa limpa – aparecer com blusa ensanguentada em empresas não reflete dinamismo – tentei de todos os modos conter-me e surpeendentemente deu resultados. Monido do espírito polido graças a alguns cascudos, até me dispuz a ser educado com transeuntes. De minha casa até um estúdio de design, o alvo de emprego, dei quatro “Boa tarde”, alguns “Opa! Perdão.” e incontáveis “obrigados”. No meio disso tudo, ajudei uma senhora a pegar sua bengala que havia caído no chão. Espero que isso envernize minha imagem no juízo final.
Não tive, novamente, retorno. Mas me senti bem em sair do estúdio com minhas próprias pernas, ser gentil com o próximo e nem flertar com a atendente que, francamente, era muito gostosa.










